Histórico

A história da ACAERT - Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão começou , na verdade, com a criação da APERT - Associação Profissional das Empresas de Rádio e Televisão de Santa Catarina, que também foi o núcleo da fundação do SERT. No começo da década de 60, as emissoras de rádio enfrentavam uma série de desafios. O primeiro presidente da APERT, Euclídes Simões de Almeida, já falecido, deixou nos arquivos da ACAERT um manuscrito contando toda a trajetória das duas entidades. No documento, Almeida relata que o meio rádio ?começava a sofrer o impacto da presença cada vez mais forte da televisão?. Ele apontava também outros probelmas como: as emissoras de rádio não tinham suporte financeiro para adquirir os novos equipamentos, censura prévia que dificultava a operacionalidade das emissoras e burocracia estatal, entre outros.

Para tentar resolver coletivamente todos estes problemas, um grupo de radiodifusores resolveu formar uma comissão organizadora da APERT. Participaram da Comissão: Carlos Jofre do Amaral, Osny Gonçalves, Ramiro Gregório da Silva, Norberto Bottnner, Flávio Rosa, Monsenhor Agenor Marques, Padre Vigílio Tambosi, Padre Névio Capeleti, Acy Cabral Telve, Antônio Luvesa, Darci Lopes, Evelásio Vieira e o próprio Euclídes Simões Almeida. A primeira providência foi estabelecer contato com as entidades já existentes, como a AGERT, do Rio Grande do Sul. O grupo acabou recebendo total apoio da entidade gaúcha, através do seu presidente Antônio Abelin e do diretor Maurício Sirotsky. Outros contatos foram feitos em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Com a criação da APERT, a entidade passou a representar as emissoras de rádio e televisão nas audiências da justiça do trabalho e acompanhar a tramitação dos processos de interesse das associadas no Ministério das Comunicações. Além disso, os diretores da entidade também participavam de encontros e congressos das associações estaduais e da ABERT. Depois foi a vez da própria APERT promover seminários técnicos no sentido de profissionalizar o segmento. E graças ao trabalho de parlamentares catarinenses e de empresários como Roberto Amaral e Nelson Pacheco Sirotsky, a entidade conseguiu a instalação de um escritório do Dentel em Santa Catarina.

A ACAERT surgiu justamente com a divisão das tarefas da APERT, já que havia sido criado o SERT para atender os assuntos trabalhistas. O estatuto da nova associação foi aprovado no 1o. Congresso Catarinense de Radiodifusão, realizado em Lages. O restante da história da ACAERT é contada pelos seus ex-presidentes.

 

EUCLÍDES SIMÕES DE ALMEIDA

Presidente da Comissão Fundadora
Período: 09/12/73

Presidiu a APERT, embrião do Sindicato das Emissoras de Rádio e Televisão de Santa Catarina e da ACAERT. Foi presidente da Comissão Organizadora da nova entidade. Sua maior preocupação foi o acompanhamento tecnológico dos equipamentos e da profissionalização do radiodifusor. Assumiu a direção da Rádio Diário da Manhã, Florianópolis, em fevereiro de 63.

 

ROBERTO ROGÉRIO DO AMARAL

Períodos: 22/11/80 a 31/08/82 e 01/09/88 a 31/08/90

Primeiro presidente da ACAERT escolhido no congresso Estadual de Radiodifusão em Lages. Mais tarde, foi novamente eleito para presidir a entidade num segundo mandato. Foi um dos responsáveis pela instalação do escritório do Dentel em Santa Catarina. Profissional de rádio e televisão, se preocupou com a ampliação do quadro associativo da entidade. Trabalhou no fortalecimento das emissoras do interior de Santa Catarina.

 

DARCI LOPES

Período: 01/09/82 a 14/06/83

Homem de televisão, foi um dos responsáveis pela montagem da primeira emissora de televisão de Florianópolis, a TV Cultura (hoje TV Record). Na época em que presidiu a ACAERT, as emissoras de rádio e de televisão ainda viviam sob a vigilância da censura. Os problemas das associadas eram enormes. A programação da televisão, por exemplo, vinha de avião. Os telespectadores de Santa Catarina estavam sempre dois dias em atraso com o capítulo da novela em relação ao público de São Paulo por exemplo. O grande papel da ACAERT foi começar a congregar as rádios do estado. Segundo Lopes, na época, a entidade não sabia nem quantas emissoras de rádio existiam.

 

RAMIRO GREGÓRIO DA SILVA

Período: 15/06/83 a 31/08/84

Foi um dos fundadores da ACAERT e um defensor guerreiro da integração dos radiodifusores de Santa Catarina. Trabalhou intensametne para que não houvesse a desunião entre as emissoras de rádio de várias partes do estado, pois sabia que a ABERT não reconheceria mais uma entidade que representasse o segmento. Sua meta foi criar uma personalidade própria da entidade, integrando, definitivamente as rádios. Outro momento importante foi a negociação dos direitos autorais, conseguindo, através da ABERT um acordo coletivo das emissoras de rádio com o ECAD. Na sua opinião, a ACAERT possibilitou o entendimento de várias partes conflitantes que passaram a defender interesses comuns, através do associativismo. Este fato fortaleceu a entidade e engrandeceu as associadas.

 

EVELÁSIO PAULO VIEIRA

Período: 01/09/84 a 31/08/88

No discurso de posse, Vieira registrou, com o apoio de toda a diretoria eleita, que sua gestão seria voltada para o rádio, pois sentiam que cada emissora constituía-se em uma ilha isolada. Carente de informações mas ávida por ações de associativismo. Por isso, a prioridade número um foi a realização dos Encontros Regionais. Assim, a cada 3 ou 4 meses, reuniam os empresários e profissionais do rádio em todas as regiões de Santa Catarina. Muitos distanciamentos e resistências foram eliminados entre emissoras de uma mesma região.

Vieira e sua diretoria também buscaram firmar parcerias com a Telesc e Celesc, a exemplo das conquistas da AESP. Para Vieira, a ação mais estratégica da ACAERT foi a promoção institucional e comercial do veículo rádio junto às agências e anunciantes, através da divulgação de pesquisas, produção de material sobre os números de audiência e cobertura do rádio, cursos e treinamento especialmente para a área comercial.

 

CARLOS ALBERTO ROSS

Período: 01/09/90 a 31/08/94

 

 

 

 

 

Realizou um amplo trabalho de incentivo ao retorno dos associados à entidade e ofereceu condições para a entrada de novos integrantes de todo o estado. Um dos grandes projetos foi colocar em prática um velho sonho de todos os radiodifusores catarinense, ou seja, a concretização do convênio de energia elétrica (Celesc/Rádios) o que acabou ocorrendo graças ao entendimento da entidade com o ex-governador Vilson Kleinübing. O coroamento da gestão ocorreu com a compra das salas que hoje formam a sede própria da ACAERT em Florianópolis. A união e o entendimento dos radiodifusores do interior foi a grande preocupação de Ross.

 

PAULO VELLOSO

Período: 01/09/95 a 31/08/98

Ex-diretor executivo da TV Barriga Verde, Velloso e diretoria também enfocaram o meio rádio como prioridade da gestão. Neste sentido, várias ações foram realizadas para alcançar o objetivo traçado, como o combate às rádios ilegais. Criou também a Central ACAERT de Rádio para estreitar e aproximar a relação das associadas da entidade com o mercado publicitário. Fortaleceu o convênio com a Celesc e trabalhou na interiorização das ações da ACAERT. Com isso, possibilitou o aumento do quadro associativo, como também fortaleceu institucionalmente a imagem da entidade junto à classe política catarinense.

 

MARCELLO CORRÊA PETRELLI

Período: 1999/2000 e 2001/2002

Em sua gestão, a entidade completou a integração da Radiodifusão de Santa Catarina, com a inclusão das emissoras da região oeste do estado à ACAERT. Priorizou também o fortalecimento da CENTRAL ACAERT DE RÁDIO, criando a infra-estrutura necessária. Promoveu ainda a parceria com várias entidades do mercado de comunicação, como a SAPESC, ACP, ADVB/SC, ABAP e Casa de Comunicação. Promoveu 10 Encontros Regionais e dois Congressos estaduais. Criou campanhas institucionais, principalmente contra as Rádios Ilegais e estimulou articulação política junto ao Poder Público, tais como Ministério das Comunicações, Anatel, Governos Federal e Estadual. Instituiu a Comenda ACAERT e garantiu a manutenção do Convênio CELESC com a Radiodifusão catarinense. Em sua gestão, a ACAERT foi premiada com o TOP DE MARKETING 2001, da ADVB/SC.

 

RANIERI MOACIR BERTOLI

Período: 2003/2004 e 2005/2006

Radiodifusor, empresário do ramo de hotel e reflorestamento. É proprietário da Rádio Verde Vale FM, de Taió. Fortaleceu a atuação da Central ACAERT de Rádio, ampliando sua estrutura. Foi responsável pela modernização da sede da ACAERT. Um dos criadores do chamado Trade da Comunicação, que reúne entidades que representam os veículos de comunicação e as agências de propaganda de Santa Catarina: ACAERT, Adjori, ADI, ACI, ACP, SAPESC e SERT. Estimulou o relacionamento institucional com a ABERT, Associações Estaduais, assim como o Ministério das Comunicações e Anatel. Promoveu, em parceria com o Instituto Mapa, Adjori e Sapesc, levantamento do mercado de veiculação publicitária em Santa Catarina, nos anos de 2004 e 2005. Organizou dois Congressos Estaduais e o "Prêmio ACAERT de Rádio e TV", além das Comendas ACAERT. Implantou, junto com o SEBRAE, o primeiro Programa de Capacitação dos profissionais da radiodifusão catarinense. Lançou também, em parceria com o Instituto Mapa, o Prêmio "Top da Bola", concedido aos melhores jogadores do campeonato catarinense de futebol. Incentivou a formação da "Frente Parlamentar da Radiodifusão", criada pelo deputado federal Ivan Ranzolin (PFL). Implantou, em parceria com a ADI/SC (Associação dos Diários do Interior), a CNR/SC - Central de Notícias Regionais. Ampliou o atendimento da Assessoria Técnica da ACAERT. Iniciou os projetos: "Memória da Radiodifusão de Santa Catarina" e "Balanço Social da Radiodifusão Catarinense". Proporcionou a maior participação catarinense no Congresso da ABERT.

 

MARISE WESTPHAL HARTKE

Período: 2007/2008 e 2009/2010

Primeira mulher a ocupar a presidência da ACAERT. Manteve as principais ações implantadas pelas gestões anteriores. Promoveu duas edições exitosas do “Congresso Catarinense de Rádio e Televisão” e “Prêmio ACAERT de Rádio e Televisão”. Lançou a RNA – Rede de Notícias ACAERT, que entrou no ar no dia 04 de julho de 2007, que produz conteúdo jornalístico para as emissoras associadas. Em sua gestão, foram lançados dois livros: “Memória da Radiodifusão de Santa Catarina” e “50 anos de JASC – uma história de vencedores”. Promoveu encontros regionais, com cursos de capacitação profissional e atualização gerencial. Modificou a estrutura da Central ACAERT de Rádio. Fortaleceu a parceria com as entidades do trade de comunicação, ABERT e entidades representativas da radiodifusão brasileira. Foi eleita conselheira do Conselho Superior da ABERT para o período 2010-2014. Marise Westphal Hartke é formada em Enfermagem, pela Universidade Federal de Santa Catarina. Chegou a trabalhar em hospitais nos municípios de Tubarão, Gaspar e São José. Marise também foi uma talentosa jogadora de vôlei. Ganhou vários títulos e integrou a seleção catarinense da modalidade. Ela começou na radiodifusão em 1987, quando assumiu a direção da Rádio Cidade AM, de Brusque. Em 90, montou a Rádio Diplomata FM. Vem atuando na ACAERT desde 1994. Foi vice-presidente administrativo-financeiro da entidade por quatro anos e presidente pro dois mandatos 2007/2008 e 2009/2010.

PEDRO PEITER

Período: 2011/2012 e 2013

Primeiro radiodifusor da Região Oeste a ocupar a presidência da ACAERT. Criou o jornal diário "ACAERT Notícias", produzido e veiculado pela Rede de Notícias ACAERT. Ampliou o convênio Celesc, com inclusão de emissoras abastecidas por cooperativas. Realizou Encontros Regionais. Criou o Departamento Comercial da entidade. Implantou o projeto "Café na ACAERT", que recebeu lideranças empresariais, políticas e de classe na sede da entidade. Promoveu campanha sistemática contra a atuação ilegal de Rádios Comunitárias. Realizou o 15º Congresso Catarinense de Rádio e Televisão e o Prêmio ACAERT de Rádio e Televisão.

RUBENS OLBRISCH

Período: 2014 a 2016

 Em sua gestão, a ACAERT celebrou o Convênio ALESC, maior case de regionalização da mídia que se tem notícia no Brasil, que contempla todas as emissoras de rádio AM e FM de Santa Catarina, bem como todas as TVs abertas do estado. Promoveu o maior debate político já realizado na história do rádio catarinense, reunindo 82 emissoras que transmitiram o programa simultaneamente em rede. Agregou novas emissoras na representação comercial da entidade, através da Central ACAERT de Rádios, que atua em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e em Brasília. Bateu recorde de inscrições no Prêmio ACAERT, maior premiação na área da comunicação do sul do Brasil. Conquistou importantes vitórias contra a atuação ilegal de rádios comunitárias e liderou o início da Migração do Rádio AM para o FM em Santa Catarina.